sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pra minha mãe Eduarda - 25/02/2011

Eduarda,
Minha mãe.
Eu não precisaria dizer nada além disso pra mostrar o quanto é especial.
Mas ela merece saber o tanto.
Sabe mãe tipo mulher maravilha? Heroína?
É a minha mãe Eduarda.
Confesso ter visto poucos e contados nos dedos os momentos de fraqueza dela e isso é qualidade, porque mulher de verdade se faz de força, mas também de aceitar suas fragilidades.
A minha mãe Maria, é dessas sim, que tem a estranha mania de ter fé (a fé que é só dela) na vida.
Se é preciso ter raça, manha, força e sonho, sempre. Ela tem.
Minha mãe Maria é um exemplo de profissional. Admirável. Idolatrável. Não por ser boazinha, ela não é. Pra ela é agora, não tem jajá. Porque na vida dela nada é de esperar, ela luta, corre atrás e consegue.
Tudo o que ela tem, é dela. Conquista dela. Luta dela, de mais ninguém.
Talvez quem porventura vier a ler isso não entenda da mulher que estou falando. Porque fica difícil mostrar em palavras a grandiosidade da minha Maria Eduarda.
Ela é mãe, é amiga. Amiga das minhas amigas, sem ser intrometida, sem esquecer que é mãe.
Ela é idiota não no sentido pejorativo da palavra. Ela sabe disso. A seriedade pra ela tem hora e lugar. Ela saber ser leve e arrancar sorrisos como ninguém.
Ela senta no boteco comigo, bebe comigo e paga a conta.
Ela trabalha de segunda a sexta até a hora que precisar. Ela volta a pé pra não engordar.
E chega em casa e vai ao supermercado. Faz o jantar.
Ela ama sapatos. Eles não cabem mais nem no armário que ela comprou especialmente pra isso.
Meu irmão chama Caio, mas ela chama ele de outros nomes. Túlio Cícero, Frederico Afonso...
Ela me chama de filha. A gente conversa sobre BBB e achamos que nossa vida fica vazia quando acaba.
Minha mãe me ensinou o que significa  "quesonelacotoquela".
Ela e meu irmão fazem vozes estranhas de bebê até hoje. E eles acham legal.
Minha mãe canta Linkin Park comigo tudo errado só pra irritar meu irmão. "Ai ana fil ai ana mil laikerafi sevenils.."
Ela já foi Miss e juro, não foi mais longe por burrice dos juízes! Ela ainda é tão linda como na época de miss. Ela não é "bonitona" tá mãe? ELA É MUITO LINDA MESMO.
Dizem que a gente é igualzinha. Eu acredito.
Minha Maria Eduarda é do mundo, conhece muitas partes dele, faz questão de conhecer. Tem na bagagem um bocado de aventura.
Ela é a cara de Paris. Tão fina, tão linda, tão cheia de cultura.
Minha mãe me ensinou a bondade, pensar no outro, não dizer a palavra "odeio", a dar valor no dinheiro, mas não se importar com coisas materiais. Ela me ensinou a valorizar a família, a ser unido, a contar com quem mais nos ama.
Eu tinha um namorado nada convencional, ela nunca falou nada. Só esperou...
Ela cozinha muito bem e faz uma torta de banana deliciosa, uma pena que ela coma a torta inteira sozinha.
Minha mãe bomba!!
Acima de qualquer lembrança, de qualidade ou o que tiver sido escrito acima, a minha Maria, Eduarda, minha mãe, me faz querer ser sempre mais. Faço dela meu espelho. Faço dos passos e das atitudes dela, as corretas, que tenho que seguir. Ela é realmente um exemplo. Que garra, que presença, que inteligência e que suavidade.
Tenho muito orgulho da mãe que tenho. Muito. Encho a boca e o blog, pra falar dela. E ainda sim, não fui justa, falta muito.
Quem a conhece sabe a sorte que tem. Eu sei a sorte que tenho, ela poderia ser mãe de qualquer um, mas ela é minha.

Se vocês acham que a mãe de vocês é a melhor do mundo, eu sinto em quebrar a magia e dizer, é a minha, sem dúvida.

Hoje, dia 25 de fevereiro é aniversário da Dona Dudinha. Como eu tô sem grana, eu resolvi dar o que é meu e não custa. Minhas palavras.
Ela vai chegar de viagem e vai ter esse post no meu blog esperando por ela.

Oi mamy! Você já leu né?
PARABÉNS!!!!
É o meu presente pra você.

Como eu não vou falar isso, você sabe que tenho problemas, eu vou escrever. Eu amo você mãe.

Pra você eu deixo um trecho de teatro mágico:

"ENQUANTO HOUVER VOCÊ DO OUTRO LADO, AQUI DO OUTRO EU CONSIGO ME ORIENTAR..."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não queira mais ninguém, quando souber quem te faz bem.

Quando você encontrar alguém que te faça bem deixe que ela te faça bem.
As pessoas têm empurrado pra longe quem lhe faz bem.
O bonito dá vida é dar valor.
O bonito da vida é se deixar ser feliz.
Que coisa é essa que estamos vivendo que tanta gente prefere ser “livre”, não se comprometer?
Não é preciso ser romântico pra saber que sermos dois é tão melhor que ser só. E tão melhor que ser vários.
Por que não estar com quem queremos estar? Por que preferir tantos braços e abraços a um só que seja o encaixe ideal.
Ideal, não perfeito. Você não vai encontrar alguém perfeito.
Eu não vou encontrar uma pessoa que tenha tudo que eu espero, ninguém vai. Sempre vai faltar algo, mas e daí?
Se você me faz feliz, porque vou me preocupar se você não vai ao show das bandas que eu gosto? Isso é tão menor.
Por que eu ia querer procurar em outros braços uma companhia pra um show? Eu já tenho nos seus braços o amor que eu preciso.
E se eu encontrasse outro que tivesse o que lhe falta, certamente a esse outro, faltaria mais um monte de outros detalhes.
Não podemos nos apegar a falta de perfeição. Temos que saber lidar com o fato de que o outro não é a pintura que você sonhou. Somos humanos.
Você cria expectativas sobre o que você espera e encontra uma grande pessoa, que te ama, que te faz bem, que te faz feliz e você joga fora por detalhes?
Como conseguem?
É tão bom ter alguém. É tão bom dividir. É tão bom não ser um só.
E eu me pergunto “Porque diabos alguém faria isso? Porque diabos alguém prefere não ser feliz?”
Só juntando todas suas conquistas você teria a pessoa que espera.
Felizes são aqueles que quando encontram um amor, o seguram tão forte, pra não perder nunca. Felizes são as pessoas que aceitam o outro. Felizes são aqueles que quando encontram quem faz bem, não procuram mais.
Felizes são aqueles que quando alguém diz que vai te fazer feliz, você acredita, e não deixa que nada mude isso.

Felizes são aqueles que se encontram e encontram o amor. E sabem disso. E não jogam fora por detalhes.

NINGUÉM é verdadeiramente feliz sem amor. Ser só é ser metade.

Não queira mais ninguém, quando souber quem te faz bem.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vamos ajudar!

O ano começou, e as tragédias também.
Sou uma pessoa privilegiada, eu só assisto pela TV o que acontece com os outros. Sofro, choro com dor no coração, mas eu estou aqui, na minha casa, sem nada me acontecer.
Agradeço a cada dia minha condição e sorte. Mas não é justo apenas ver de longe, se sentir mal e esperar que as coisas melhorem.

Estou tentando usar todas minhas redes sociais para ajudar de alguma forma.
O Programa de Voluntariado do Viva Rio está arrecadando mantimentos e roupas para as vítimas das chuvas da região serrana. Pra você que mora no Rio, ajude assim.
Para quem mora longe, mas também deseja ajudar o Viva Rio tem uma conta para depósito:

Banco do Brasil
Ag.: 1769-8
C/c.: 411396-9
Viva Rio
CNPJ:00343941/0001-28     


Estou tentando ajudar de alguma forma. Façam o mesmo. Não cruzemos os braços e lamentemos o horror que essas pessoas estão passando. Elas perderam tudo, o mínimo que merecem é nossa solidariedade concreta.

Site do Viva Rio: http://www.vivario.org.br

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O que foi. O que virá.

Meu balanço de fim de ano. É meu, é um ano inteiro. Fiquem à vontade para ler, ou não.

No ano que passou deixei minha vida profissional se acomodar, deixei que a rotina fosse companheira, quis ficar perto da comodidade, da certeza, sem buscar muito além. Muitos projetos concluídos, muito trabalho, mas nada ainda tão grandioso. Sem riscos e mudanças, algumas barreiras rompidas, alguns eventos, algumas frustrações, vitórias e sucesso pra recordar. Um ano profissional sem turbulências, mas com dinheiro no bolso para fazer o que quisesse e pagar o cartão de crédito no fim do mês.



Esse ano eu conheci muitos lugares. Viajei como nunca. Pessoas, lugares, comidas, bebidas, baladas, sentimentos e sensações que ainda não havia experimentado. Esse ano eu me dei liberdade. Um amor em cada porto, ah se eu fosse marinheiro.


Nesse ano eu conheci a cidade dos meus sonhos. Passei as férias visitando a casa Rosada, Palermo, San Telmo, Recoleta, Puerto Madero e tantos outros lugares admiráveis. Não cansei de comer empanadas, beber vinho e quilmes. Passei meus dias a admirar as cores e os sons do caminito. Explorei meu amor pelo futebol na Bombonera. Me apaixonei a partir do momento em que pisei naquela cidade. Aqueles cabelos compridos, atrapalhados, aquela língua enrolada. Vi meu dinheiro valendo o dobro e meu espanhol ser tão fluente quanto... bom quanto nada, porque só eu entendia o meu espanhol. Mas tem horas que a gente nem precisa falar nada pra se entender né? Andei descalça no meio da Corrientes. O Obelisco se tornou meu ponto de referência. Fiz grandes amigos. Aprendi, experimentei, ensinei, vivi. E quis ficar.


Nesse ano eu me decepcionei com amigos. Me reaproximei dos melhores amigos. Nesse ano eu vi o que realmente é para sempre.


2010 eu dei murro em ponta de faca. Água mole em pedra dura, bateu, bateu e nada furou. Eu aprendi que pessoas podem se amar e que só amor não é suficiente para estar. Descobri que não se pode prender quem é do mundo. E que pra ser feliz, temos que nos respeitar e saber viver pra si. Que a felicidade está dentro de mim e não do outro.


Sofri, senti ciúme de doer. Senti raiva, ódio. E passou.


Senti saudade.


No fim desse ano eu me lembrei o quanto eu gosto de micareta, de abadás e das minhas amigas junto comigo.


Foi no fim desse grande ano que eu vi Sir Paul McCartney cantar. Foi nesse show que chorei ouvindo Blackbird. E que quase morri de alegria ao ouvir Eleanor Rigby. Foi nesse dia que um sonho eu realizei. Meu pedacinho de Beatles, na minha frente. Eu estava lá.


Nesse ano entrei pra estatística. Nada que eu ache bacana, mas que pra viver a gente tem que experimentar até arrependimentos.


Vi meu time quase ser campeão, enquanto meu “rival” lutava pra não cair pra segundona.


Nesse ano minha mãe se mudou pra São Paulo. Foi ser feliz. E deixou eu e meu irmão livres para também sermos.


Nesse ano eu fiz 25 anos e pirei. Quem acompanha aqui sabe das contas que fiz. Mas nesse mesmo ano eu coloquei na minha cabeça que fazer planos e contas não valem pra mim. Eu vivo, deixo as coisas acontecerem e espero que aconteçam.


Deixei minhas unhas e meus cabelos crescerem.


Em 2010 odiei tantas coisas e pessoas.


E chego ao fim desse ano apenas com amor no coração.


Mas se posso pedir por algo, pediria paciência, mais tolerência, mais calma, menos impulsividade e muita saúde pra viver tudo que é meu.


Desse ano eu levo tudo. Porque tudo que vivi é um grande aprendizado.


2011? Eu deixo vir, dispenso a previsão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cadê ela?

Parece que roubaram minha inspiração.


... cabeça a mil e as palavras simplesmente não saem, não fazem sentido.
Eu já nem sei o que quero, espero ou vivo.


Escrever tá me fazendo tanta falta, mas eu realmente não sei o que dizer.
Não é tristeza, nem falta dela.
Não é felicidade, nem o que sobra dela.

Acho que estou um pouco vazia.
Ou estou me arrumando.


Vou continuar a tirar as roupas do armário, os papéis da gaveta e os amores do coração.
Quando eu souber o que dizer, eu volto.

Podem me esperar voltar?
Até logo. Até breve.