Meu balanço de fim de ano. É meu, é um ano inteiro. Fiquem à vontade para ler, ou não.
No ano que passou deixei minha vida profissional se acomodar, deixei que a rotina fosse companheira, quis ficar perto da comodidade, da certeza, sem buscar muito além. Muitos projetos concluídos, muito trabalho, mas nada ainda tão grandioso. Sem riscos e mudanças, algumas barreiras rompidas, alguns eventos, algumas frustrações, vitórias e sucesso pra recordar. Um ano profissional sem turbulências, mas com dinheiro no bolso para fazer o que quisesse e pagar o cartão de crédito no fim do mês.
Esse ano eu conheci muitos lugares. Viajei como nunca. Pessoas, lugares, comidas, bebidas, baladas, sentimentos e sensações que ainda não havia experimentado. Esse ano eu me dei liberdade. Um amor em cada porto, ah se eu fosse marinheiro.
Nesse ano eu conheci a cidade dos meus sonhos. Passei as férias visitando a casa Rosada, Palermo, San Telmo, Recoleta, Puerto Madero e tantos outros lugares admiráveis. Não cansei de comer empanadas, beber vinho e quilmes. Passei meus dias a admirar as cores e os sons do caminito. Explorei meu amor pelo futebol na Bombonera. Me apaixonei a partir do momento em que pisei naquela cidade. Aqueles cabelos compridos, atrapalhados, aquela língua enrolada. Vi meu dinheiro valendo o dobro e meu espanhol ser tão fluente quanto... bom quanto nada, porque só eu entendia o meu espanhol. Mas tem horas que a gente nem precisa falar nada pra se entender né? Andei descalça no meio da Corrientes. O Obelisco se tornou meu ponto de referência. Fiz grandes amigos. Aprendi, experimentei, ensinei, vivi. E quis ficar.
Nesse ano eu me decepcionei com amigos. Me reaproximei dos melhores amigos. Nesse ano eu vi o que realmente é para sempre.
2010 eu dei murro em ponta de faca. Água mole em pedra dura, bateu, bateu e nada furou. Eu aprendi que pessoas podem se amar e que só amor não é suficiente para estar. Descobri que não se pode prender quem é do mundo. E que pra ser feliz, temos que nos respeitar e saber viver pra si. Que a felicidade está dentro de mim e não do outro.
Sofri, senti ciúme de doer. Senti raiva, ódio. E passou.
Senti saudade.
No fim desse ano eu me lembrei o quanto eu gosto de micareta, de abadás e das minhas amigas junto comigo.
Foi no fim desse grande ano que eu vi Sir Paul McCartney cantar. Foi nesse show que chorei ouvindo Blackbird. E que quase morri de alegria ao ouvir Eleanor Rigby. Foi nesse dia que um sonho eu realizei. Meu pedacinho de Beatles, na minha frente. Eu estava lá.
Nesse ano entrei pra estatística. Nada que eu ache bacana, mas que pra viver a gente tem que experimentar até arrependimentos.
Vi meu time quase ser campeão, enquanto meu “rival” lutava pra não cair pra segundona.
Nesse ano minha mãe se mudou pra São Paulo. Foi ser feliz. E deixou eu e meu irmão livres para também sermos.
Nesse ano eu fiz 25 anos e pirei. Quem acompanha aqui sabe das contas que fiz. Mas nesse mesmo ano eu coloquei na minha cabeça que fazer planos e contas não valem pra mim. Eu vivo, deixo as coisas acontecerem e espero que aconteçam.
Deixei minhas unhas e meus cabelos crescerem.
Em 2010 odiei tantas coisas e pessoas.
E chego ao fim desse ano apenas com amor no coração.
Mas se posso pedir por algo, pediria paciência, mais tolerência, mais calma, menos impulsividade e muita saúde pra viver tudo que é meu.
Desse ano eu levo tudo. Porque tudo que vivi é um grande aprendizado.
2011? Eu deixo vir, dispenso a previsão.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Cadê ela?
Parece que roubaram minha inspiração.
... cabeça a mil e as palavras simplesmente não saem, não fazem sentido.
Eu já nem sei o que quero, espero ou vivo.
Escrever tá me fazendo tanta falta, mas eu realmente não sei o que dizer.
Não é tristeza, nem falta dela.
Não é felicidade, nem o que sobra dela.
Acho que estou um pouco vazia.
Ou estou me arrumando.
Vou continuar a tirar as roupas do armário, os papéis da gaveta e os amores do coração.
Quando eu souber o que dizer, eu volto.
Podem me esperar voltar?
Até logo. Até breve.
... cabeça a mil e as palavras simplesmente não saem, não fazem sentido.
Eu já nem sei o que quero, espero ou vivo.
Escrever tá me fazendo tanta falta, mas eu realmente não sei o que dizer.
Não é tristeza, nem falta dela.
Não é felicidade, nem o que sobra dela.
Acho que estou um pouco vazia.
Ou estou me arrumando.
Vou continuar a tirar as roupas do armário, os papéis da gaveta e os amores do coração.
Quando eu souber o que dizer, eu volto.
Podem me esperar voltar?
Até logo. Até breve.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Um jeito tão bom de se deixar viver...
Tem tanto tempo que não escrevo. É feio, mas é real, quando estamos tristes, escrever é tão mais fácil. Meus desabafos acabam virando textos que eu divido com vocês.
Mas agora eu ando tão feliz que me esqueci de escrever. Quando na verdade, esse é o momento certo de dividir. Porque felicidade divida, se multiplica.
Hoje eu resolvi falar da felicidade. Das coisas simples.
Não, eu não estou apaixonada, nem namorando, não tô rica, não to grávida, não vou casar e não emagreci todos os quilos eu PRECISO, mas eu estou feliz!
Não tenho recebido mensagens de declaração de amor.
Meu salário não aumentou.
E sabe de uma coisa? Eu estou feliz.
Eu sai do meu regime, meu cartão de crédito estorou.
E eu continuo feliz.
Quando a gente começa olhar pra dentro, as coisas são tão mais fáceis.
Eu não esqueci um grande amor, se é que isso tem como esquecer.
O que eu aprendi foi viver comigo.
Você sabe viver pra você?
Temos tanta preocupação em procurar no outro um lugar seguro, um motivo, um conforto, quando isso na verdade, somos apenas nós que podemos fazer. Você é a única pessoa que se conhece, que sabe o que te faz bem, o que te levar pra cima. Ninguém vai te ajudar mais do que você mesma quando as coisas não estiverem bem.
Os amigos? eles são fundamentais. Mas toda e qualquer mudança e atitude só pode partir de dentro, não de fora.
Se seu coração for partido, ninguém vai poder colar pra você. Vão te ajudar a recolher os cacos, mas a reconstrução é trabalho seu.
Eu me reconstruí, eu aprendi a ser minha e sabe de uma coisa?
É um jeito tão bom "de se deixar viver".
Se aprenda, se reconstrua, se machuque e se levante. Seja sua.
Ser feliz é coisa nossa. De mais ninguém.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Quando o mundo se abre e você vê.
Sinto gosto de novidade sem amargo de passado e de lembrança.
Sinto a presença da liberdade e a abraço com tamanha força e doçura para que ela não se atreva a me largar.
Respiro coisas novas, gente nova, vida nova.
O novo nunca me amedrontou.
Ele me instiga, inspira e encoraja.
Sabe a felicidade?
Ela tá aqui e sem vontade nenhuma de partir.
Fez questão de aparecer. E vai permanecer.
Do que passou, só deixo ficar o que me fez bem.
Aquilo que não serviu eu jogo fora.
Já foi, já aprendi e foi ontem.
Só tenho olhos pro hoje e o amanhã.
E essa felicidade sem nome, tem gosto de aventura, de provar, de aproveitar.
É quando tudo te faz bem sem sentido algum.
Quando o mundo se abre e você vê.
Essa é minha chance.
Esse é meu romance.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Voar e viver
Minhas asas estava feridas..
Se curaram..
Agora teimam em bater e voar pra onde for.
Deixar bater no rosto o vento da liberdade.
Deixar vir toda felicidade.
Ah essas asas tão inquietas...
Que ficaram tão presas..
Só querem saber de voar..
O céu não tem limite.
A alegria também não.
Logo eu que sempre fui pássaro..
deixei tanto passar.
E passou.
Agora é voar, viver, viver e viver.
Se curaram..
Agora teimam em bater e voar pra onde for.
Deixar bater no rosto o vento da liberdade.
Deixar vir toda felicidade.
Ah essas asas tão inquietas...
Que ficaram tão presas..
Só querem saber de voar..
O céu não tem limite.
A alegria também não.
Logo eu que sempre fui pássaro..
deixei tanto passar.
E passou.
Agora é voar, viver, viver e viver.
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